Resolvi concorrer às eleições para o "nosso" sindicato. Nunca me senti atraída pela vida "política"!! Aliás, hoje em dia ser político, no nosso país, é sinónimo de corrupto. Bem sei que é injusto, mas é o pensamento geral. Aliás, só depois de muito pensar é que tomei esta decisão. Não sou pessoa de assumir compromissos só para estar na ribalta ou para ter regalias. Assumo este compromisso para trabalhar e mudar alguma coisa a esse nível.
O actual sindicato não funciona, o presidente acumula todas as funções, não sei se por interesse próprio, se por desconhecimento dos outros e, infelizmente, não cumpre as suas obrigações. É de todos conhecida a sua ligação e submissão à direcção local para proveito próprio, sem sequer tratar dos problemas daqueles que deveria defender ou, pelo menos, apoiar. A sua inoperância dá azo à manutenção de um clima de conflito, de algum despotismo, falta de respeito pela pessoa humana e desprezo pelo direito das pessoas à privacidade.
Aliás, foi essa falta de "tudo" que me impulsionou a concorrer, sabendo, de antemão, que vou ter que "roubar" algum tempo aos meus "hobbies", para os quais já não disponho de muito.
O que está feito, feito está, portanto vá de "arregaçar as mangas" e trabalhar para as eleições.
Monday, 31 May 2010
Friday, 28 May 2010
Pensamento aleatório
Cheguei à conclusão que existem 2 tipos de pessoas:
1. As que nasceram para trabalhar (leia-se que gostam de trabalhar e que não suportam ficar sem fazer nada)
2. As que nasceram para não fazer nada (leia-se que são felizes se estiverem no seu canto, a olhar para o céu o dia todo)
O 2º tipo de pessoas podem dividir-se em 2 subtipos:
a) As que podem não fazer nada
b) As que não podem não fazer nada
Pode-se dizer então que as pessoas de tipo 1 e 2a) são em regra geral felizes. As de tipo 2b) estão condenadas à eterna insatisfação...
A vida é dura!
Tuesday, 11 May 2010
Desânimo
Primeiro vem a revolta..!!!! Dura, difícil, quase impossível de calar!!! A seguir a impotência e a raiva... brutal!!!!
...depois envolve-nos o desespero e a dificuldade em enfrentar em conjunto com a percepção de que nada nos pode "salvar" e a perplexidade de compreender que nada vai mudar!!! No fim o desânimo que se apodera do nosso ser, de forma lenta e nos envolve o corpo e a "alma". Deixamos de acreditar, de ter esperança, de pensar no futuro e até de sonhar. Tornamo-no autómatos, esquecemos tudo o que nos fazia felizes e movemo-nos com relutância. Compreendemos finalmente que não somos ninguém, que não são sempre os bons que vencem e que sonhar só serve para continuar o martírio e "ignorar" o inferno em que se tornou a nossa vivência. Não nos sentimos úteis e realizados e, quando olhamos à volta tudo aquilo que nos rodeia nos parece odioso. Sentimo-nos frustrados, falhados, humilhados e sem utilidade, pensando, por vezes, se não somos nós que estamos errados e os nossos valores obsoletos e desactualizados. Só o amor prório (que ainda nos resta) nos impede de ceder àquilo que nos tenta devorar e espezinhar. A tristeza e a solidão invadem-nos e o cansaço persegue-nos. Só o nosso instinto de sobrevivência nos impede de sucumbir e não deixa que a esperança nos abandone, antes permaneça adormecida, nesta vida sem sentido....
...depois envolve-nos o desespero e a dificuldade em enfrentar em conjunto com a percepção de que nada nos pode "salvar" e a perplexidade de compreender que nada vai mudar!!! No fim o desânimo que se apodera do nosso ser, de forma lenta e nos envolve o corpo e a "alma". Deixamos de acreditar, de ter esperança, de pensar no futuro e até de sonhar. Tornamo-no autómatos, esquecemos tudo o que nos fazia felizes e movemo-nos com relutância. Compreendemos finalmente que não somos ninguém, que não são sempre os bons que vencem e que sonhar só serve para continuar o martírio e "ignorar" o inferno em que se tornou a nossa vivência. Não nos sentimos úteis e realizados e, quando olhamos à volta tudo aquilo que nos rodeia nos parece odioso. Sentimo-nos frustrados, falhados, humilhados e sem utilidade, pensando, por vezes, se não somos nós que estamos errados e os nossos valores obsoletos e desactualizados. Só o amor prório (que ainda nos resta) nos impede de ceder àquilo que nos tenta devorar e espezinhar. A tristeza e a solidão invadem-nos e o cansaço persegue-nos. Só o nosso instinto de sobrevivência nos impede de sucumbir e não deixa que a esperança nos abandone, antes permaneça adormecida, nesta vida sem sentido....
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